Thursday, November 12, 2009

Team Macho

Há séculos que não me empolgava tanto com uma galeria, mas a do Team Macho é INCRÍVEL, EXPIADELICIOUS, CHUCKNÓRRICA. Eles são um coletivo de ilustradores do Canadá, suas artes são cheias de humor negro e ironia, cores pastéis mas cheias de estilo. Falando em estilo, os auto-retratos são um caso à parte! Eles têm dois livros publicados (à venda no site deles) que são meu novo sonho de consumo. Vejam e babem:




















Wednesday, November 11, 2009

Sobre a 23ª Semana de Criação

Dia 29/10 fui à 23ª Semana de Criação Publicitária. Vi as apresentações do Fernando Vega Olmos e do André Torretta.

Olmos é Diretor de Criação da JWT para a Europa Continental e América Latina e abordou um assunto bastante em voga, a crise mundial. Já Torretta – sócio-diretor da A Ponte Estratégia e autor do recente livro 'Mergulho na Base da Pirâmide' – falou sobre um tema que ele domina com ninguém: “A Nova Classe Média Brasileira”. Ambas foram bem legais, nada muito novo ou que não tenha sido dito antes, mas nem por isso desinteressantes.

Primeiro, um pouco do André Torretta, que talvez tenha até falado coisas mais legais que o Vega Olmos, mas não encontrei muito material sobre o trabalho dele na internet. Em seguida, o resumo da palestra do argentino.

André Torretta: entrevista em áudio:






Vega Olmos:

1 - As agências mais legais e criativas, mesmo no primeiro mundo, geralmente são encabeçadas por profissionais de outras culturas.

2 - Tanto os EUA quanto a Europa têm visão limitada, por olharem demais o própio umbigo. Em contrapartida, por estarmos em países periféricos, somos obrigados a olhar além da nossa própria cultura, o que amplia nossa visão. Ex: eles conhecem Robin Willians, mas não conhecem Caetano Veloso. Aqui, geralmente conhecemos os dois.

3 - Sobre Londres: Antes da crise era Lond-on, hoje é Lond-off.

Criação

1 - O produto é a mensagem.

2 - O produto tem que ser interessante, ele próprio precisa representar a mensagem que a empresa quer passar.

3 - Quando o produto é chato, careta, é difícil ou quase impossível convencer o consumidor da sua relevância, seu discurso vai ser mentira.

3 - Sugestão: pensar no produto, desconstruir, reinventar, criar novos diferenciais, formas, embalagens, condições para que o produto mantenha-se sempre novo e conte uma história.

Exemplo de sucesso: Apple – a empresa tem uma comunicação super simples porque os produtos são incríveis.

Storing Telling

As marcas precisam ter uma voz e essa voz precisa ter um tom. As pessoas precisam participar da idéia. Não entendeu? Bem, eu entendi, mas confesso que teria que escrever muito pra conseguir explicar. Logo, vou usar os exemplos que o Olmos deu para ilustrar o assunto. Todos esses cases foram criadas por países periféricos ao redor do mundo e contam uma história ou interferem no produto.

Band-Aid (Brasil): mudaram o produto e ganharam mercado.

Axe (Argentina): produto jovem e em constante atualização.

Nokia N96 (China): Uma história bem contada que viralizou rapidamente.

Entrevista com Vega Olmos:

Monday, November 09, 2009

Frederique Morrel

Estas obras são feitas por um casal poderoso (como eles mesmos se definem - última foto): Frédérique Morrel e Aaron Levin. Eles criam troféis e manequins de fibra de vidro e cobrem com tapeçaria vintage achada em viagens pelo interior da França. Você pode adquirir toda a trupe de personagens (Clyde, Billy Jean, Bambi, Eva, Tony etc) através de contato pelo site, um ótimo item de colecionador, exclusivo!














Friday, November 06, 2009

Un tour de Manège

Um curta muito lindo feito por estudantes. Para fechar bem a semana. Via Fubiz.

Thursday, November 05, 2009

Arte Colombiana - Alejandro Obregon

Semana passada fui ver a exposição Arte Colombiana: 1948-1965, no Centro Cultural FIESP, na Av. Paulista. Para quem achava que na Colômbia só tinha Shakira e Betty La Fea, foi uma grata surpresa. A mostra compila obras de diversos autores realizadas durante o período de maior conflito entre os partidos Liberal e Conservador, que teve entre suas consequências a paralisação do apoio oficial à arte no país. Violência, pessimismo e religiosidade são temas recorrentes. Entre os autores que se destacam estão Alejandro Obregón e Fernando Botero. Vamos por posts, primeiro Obregón.

Nascido em Barcelona e criado na Colômbia e Inglaterra, estudou arte em Boston e foi ganhando visibilidade expondo pela Europa. Considerado um dos maiores artistas colombianos, ele criou uma iconografia própria e traços marcados pos cores fortes e influências do cubismo. Geralmente suas telas são divididas em duas áreas horizontais com cores e tamanhos diferentes, mas ambas de intensidade visual forte. Os demais elementos aparecem contrastando com este fundo, sendo formadas primeiro por formas geométricas e depois por traços expressionistas precisos. Na minha humilde opinião, seus melhores trabalhos são os da década de 70.





Wednesday, November 04, 2009

Claude Lévi-Strauss

Morreu nessa sexta-feira, com um século de vida, o belga Claude Lévi-Strauss, considerado o pai da moderna antropologia, e um dos primeiros e mais importantes autores que eu estudei quando comecei o curso de Publicidade. Encontrei o livro dele por acaso na biblioteca e me interessei pelo título, "O Pensamento Selvagem" (sim, eu compro um livro pela capa, eheh).

Livrinho difícil: trata-se na verdade de descrições detalhadíssimas dos experimentos e dados colhidos entre os índios brasileiros, visitados por ele nos anos 30, período em que foi professor da USP. A premissa do trabalho não era simples: pretendia quebrar com a teoria evolucionista aplicada às sociedades, modelo em voga na época e que menosprezava as civilizações "primitivas", considerando-as modelos ultrapassados das sociedades dominantes. Como bom marxista que era, Lévi-Strauss queria encontrar as invariantes, os códigos ou sistema universal comum a todos os homens. Ou seja: desvendando a estrutura do pensamento selvagem, desvendamos a estrutura de todos os seres humanos.

Este foi o achado mais importante pra mim neste livro: a observação de que o pensamento humano funciona instintivamente comparando e categorizando tudo a seu redor, de objetos físicos a relações emocionais. Esta é a base do desenvolvimento de toda a humanidade, gerando cadeias cada vez mais complexas de conhecimento e entendimento, para assim elaborar novas formas de relação com o mundo. O que diferencia as sociedades, então, são os "rótulos" utilizados por elas nas suas atividades, e não a "qualidade" ou "estágio" do progresso delas (principalmente porque estes são termos também sujeitos a várias "categorizações" diferentes).

Se nós, publicitários, usássemos mais os conceitos de análise de Lévi-Strauss, teríamos menos briefings idiotas ("... o cliente quer uma campanha CRIATIVA e OBJETIVA para o público GERAL...") e menos criações sem foco, que só fazem poluir o nosso dia-a-dia com mensagens irrelevantes. Devíamos tratar os consumidores como civilização, e não como seres "primitivos".

Tuesday, November 03, 2009

Piet Parra

Esse artista holandês impressiona pela simplicidade do traço e cores berrantes. Começou fazendo flyers para festas até ser descoberto por gigantes como Nike, Converse, Vans entre outros. Recentemente abriu sua própria loja de roupas e memorabilia, a Rockwell. Até case de iPhone tem, tudo com muito estilo (e um preço um pouquinho salgado, ehehe).